domingo, 30 de junho de 2013

No desespero, Dilma pensa em reunir os 39 ministros. Será que vai botar a culpa neles?

Carlos Newton

A nova pesquisa DataFolha, indicando que a popularidade de presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos e apenas 30% dos brasileiros consideram sua gestão boa ou ótima, fez o governo entrar num corre-corre em busca do tempo perdido.
Como nem mesmo as medidas de impacto sugeridas pelo marqueteiro João Santana deram resultado, a presidente Dilma Rousseff decidiu convocar uma reunião ministerial a pretexto de “acelerar medidas que atendam as reivindicações da voz das ruas e evitar um clima de paralisia no governo”.
Segundo assessores ouvidos pela Folha, “a presidente quer passar a seus ministros a orientação de que o setor público precisa responder aos anseios dos manifestantes, que desejam melhores serviços no país”. Ou seja, a intenção é dizer que não basta ouvir a voz das ruas, como será feito no plebiscito sobre a reforma política, mas também agir rapidamente e acelerar programas nas áreas de educação, saúde, segurança e mobilidade urbana.
Mas a convocação ainda não está confirmada oficialmente, porque um dos assessores levantou a possibilidade de a reunião dar a impressão de que o governo nada fez até agora e somente estaria passando a funcionar em função dos protestos nas ruas.
PLEBISCITO FACTÓIDE
Dilma vai criar uma comissão para preparar o projeto do plebiscito, que é uma espécie de factóide, criado para ganhar tempo. Todos sabem que a reforma política é tão intrincada, com tantas questões a resolver, que o número de perguntas a serem feitas no plebiscito será enorme, inviabilizando a consulta popular.
É pro isso que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), resolveu colocar em ação um “plano B” para a hipótese de fracasso do plebiscito proposto pelo governo federal. Alegando que, na política, se deve lidar com “o mundo real”, o peemedebista cria na terça-feira uma comissão com a tarefa de elaborar uma proposta de reforma política num prazo de 90 dias. Ou seja, haverá duas comissões fazendo a mesma coisa: uma no Planalto e outra no Congresso. Vai ser engraçado.
Enquanto isso, no Instituto Lula…

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