Carlos Newton
O momento fatal se aproxima. Como dizia o jornalista, publicitário e
compositor Miguel Gustavo, “o suspense é de matar o Hitchcock”. Se o
ministro Celso de Mello apoiar a teoria de que os embargos infringentes
continuam valendo no Supremo (apenas no Supremo, registre-se), ninguém
sabe o que pode acontecer.
Todas as previsões e análises políticas caem por terra. É muito
provável que os jovens retomem os protestos, mas não se sabe o que dirá a
voz da ruas. A única coisa certa que se pode garantir é que nenhum
político tradicional se beneficiará dessa situação. De Dilma Rousseff a
Marina Silva, passando por Aécio Neves, José Serra, Eduardo Campos e
pelo próprio Lula, nenhum presidenciável ganhará bônus político com a
eternização do processo do mensalão.
O único personagem que se beneficiará, sem a menor dúvida, será o
ministro Joaquim Barbosa. Em Brasília corre o rumor de que ele poderia
renunciar, pedir aposentadoria e se lançar candidato, em nome de um
novo Brasil. Mas há também a hipótese de que ele continue no Supremo, se
beneficiando dos holofotes de toda a grande mídia, e só saia em abril
de 2014, com uma sólida campanha eleitoral já consolidada na ruas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário