Principal candidata da oposição ao governo Dilma Rousseff de acordo com as
últimas pesquisas, a ex-senadora Marina Silva viu o pedido de registro da sua
Rede Sustentabilidade ser rejeitado na noite desta quinta-feira (3) pelo
Tribunal Superior Eleitoral.
O julgamento ainda não havia terminado até as 21h, mas a maioria dos
ministros do tribunal já havia entendido até essa hora que o partido não
conseguiu obter o respaldo popular exigido em lei, que é de pelo menos 492 mil
eleitores – faltaram quase 50 mil assinaturas de apoio.
“Não vejo como contornar a exigência da lei. Em que pese todo o calor social
e o desejo dos homens mais éticos desse país, ainda estamos presos à lei”,
disse o ministro João Otávio Noronha.
Para atingir o número mínimo de assinaturas, a Rede pedia que o TSE tornasse
válido um lote de quase 100 mil assinaturas que haviam sido rejeitadas pelos
cartórios eleitorais de forma injustificada, segundo o partido.
A relatora,
Laurita Vaz, negou esse pedido sob o argumento de que é “inconcebível com o
ordenamento jurídico a validação [das assinaturas] por mera presunção”.
Além dos dois, já votaram contra Henrique Neves e Luciana Lóssio. O TSE têm
sete ministros.
A decisão representa um duro golpe nas pretensões de Marina Silva de
disputar pela segunda vez o Palácio do Planalto – há exatos três anos ela saía
das urnas como a terceira maior força política nacional, tendo obtido na
ocasião 19,6 milhões de votos para a Presidência da República.
Caso mantenha a intenção de se manter na disputa, Marina terá que se filiar
entre essa sexta e o sábado a uma outra legenda – o nanico PEN (Partido
Ecológico Nacional) e o PPS são cogitados –, hipótese que ela sempre se negou a
comentar e que destoa de suas frequentes declarações de que a criação da Rede
Sustentabilidade representava um amplo “projeto de país”, não um mero
empreendimento eleitoral.
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