Leilão do pré-sal, concessão de portos e aeroportos e privatização de ferrovias, rodovias e cotovias.
Ironicamente, leilão, concessão ou privatização são hoje, ao mesmo tempo, as marcas registradas dos partidos adversários e os maiores acertos do partido governista.
Trata-se de alentos que vão ajudar a abater, descontar e reduzir os estragos causados por uma dúzia de resultados da pior qualidade, incluindo "o pior PIB do terceiro trimestre" - conforme a confissão de culpa do próprio ministro da Fazenda.
Se as contas fecharem este ano, daremos graças à seguinte equação: vendas de produtos, negócios e serviços, para os quais o Estado é incapaz e ineficaz, mais algumas pitadas de desonerações tributárias segmentadas, somadas a doses cavalares de contabilidades criativas... tudo isso multiplicado por otimismos superfaturados e traquinagens eleitorais.
O que virá em 2014, é barbada: antes do Carnaval, as tarifas de ônibus terão que ser descongeladas; antes da Semana Santa, os preços da Petrobras terão que ser reajustados; antes da Copa, os rombos das contas de energia elétrica terão que ser tapados e, antes das eleições, nossas classificações nas agências de risco terão que ser rebaixadas.
Diante da situação de demência fiscal e calamidade financeira, seria mais interessante a oposição pedir votos a favor da reeleição presidencial.
E o slogan da campanha já nasceu pronto: "Quem pariu Mateus que o embale".
Por: Alex Campos
Nenhum comentário:
Postar um comentário