Tempo
Wanderley Farias
Ah!
Tempo...
Tempo
que passa,
que não morre.
Tempo
que corre,
que se
transforma.
Tempo
que até a vida
faz se
ver de outra forma.
Ah!
Tempo...
Tempo da
infância,
da
brincadeira de roda...
Tempo em
que nada incomoda,
nem
mesmo o passar do próprio tempo.
Tempo da
bola de gude, tempo em que pude
viver com
ânsia a própria vida;
fazendo-a
vivida, sem se preocupar,
todo o
tempo, com o passar ligeiro
do
melhor tempo.
Tempo em
que só se almeja,
O que a
vista alcança.
Ah!
Tempo...
Tempo da
juventude, tempo do amor,
da
ilusão, da esperança vã,
de
futuro, de calor,
da
vitória sobre a própria vida..
Tempo em
que se pretende viver
em outro
tempo, querendo que o tempo passe,
para que
não haja impasse.
E que o
tempo faça chegar logo a vida
para que
nesse tempo
seja a
mesma vivida,
sem se
preocupar, com o próprio tempo.
Ah!
Tempo...
Tempo da
razão. Tempo maduro.
Quando o
futuro
Se
aproxima do presente.
Tempo em
que amar
é
pretender fazer
o
próprio tempo.
Mas se
chegando, em tempo,
a conclusão
inglória,
que ao
final o tempo vence,
Pois é
impossível
parar o
próprio tempo.
Ah!
Tempo...
Tempo do
branco. Tempo do fim.
Quando
um sim,
é
resultado do próprio tempo.
Tempo em
que se recorda
o tempo
perdido.
Quando
tudo é medido
em cima
do tempo.
Tempo em
que se nota
que se
passou todo o tempo,
tentando
fazer parar
o
próprio tempo.
É quando
se entende, que se perdeu tempo,
deixando
de fazer, tudo a seu tempo,
Esperando
chegar
o que já
passou,
querendo
viver ainda mais tempo,
para
fazer, fora de tempo,
o que
não fez em seu tempo.
Tempo em
que pretende,
ainda,
fora de tempo,
ensinar a viver outro tempo,
na
esperança de em qualquer tempo,
aguardar
o momento
de
vencer o tempo.
E no
final, entendendo,
que tudo
foi o tempo quem deu
e que se
passou muito tempo
tentando
parar o tempo.
Mas
mesmo assim se viveu,
e, não
se sendo imortal
É afinal
Foi o tempo quem venceu...
Nenhum comentário:
Postar um comentário