Wanderley Farias
A atitude da presidente ao se negar a discursar na abertura da Copa e escolher a proteção e o
silêncio da tela de TV, ela buscou uma forma de furtar do
contato direto com os brasileiros, com o intuito de evitar a repetição das manifestações que ocorreram na Copa das Confederações. A presidente tinha certeza de como seria a manifestação, no fundo, talvez não contava com tanta.
Mais uma vez e de forma ilegal lança mão de um intrumento de Estado, pago pelo contribuinte, para fazer acintosa campanha eleitoral.
Mas dessa vez surpreendeu ao utilizar o pretexto da Copa do Mundo para
criticar milhões de brasileiros que vêm legitimamente manifestando sua
discordância com a forma como o governo encaminhou os preparativos do
evento.
A tentativa de associar a seleção brasileira a um governo lembrou a ofensiva de propaganda do regime militar.
Ao trocar o contato direto com os brasileiros na abertura da Copa pelo
conforto de mais uma rede oficial de rádio e TV, a presidente pode ter
evitado um grande constrangimento, mas não evitará o julgamento das
urnas.
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