quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quando a solidão bate em um dia das mães

Wanderley Farias

Não querer  estragar a festa de ninguém e quando o mau humor de ontem acontece. Ficar calado, não desabafar. Sabendo que corre riscos, mas esses são previsíveis, sendo a única forma que encontra para superar e passar o dia. É dormir quase o dia todo. Chegar aos extremos. Sentir-se só, no meio de uma solidão, vazio... Mesmo sabendo que nas outras casas estavam festejando e talvez por isto a solidão é maior ainda.
A saudade de sua mãe aumentando, porque sabe que as outras pessoas estariam comemorando o que você não tem para comemorar. Comemorar o quê? A ausência, a falta que não pode ser preenchida, ou seria pela outra falta, esta preenchível, se houvesse compreensão. Como já presenciou, em outras oportunidades no seu vazio. Preferir ficar na sua, nesta ausência e dormir. Depois chega a noite, estar absolutamente, sem sono. As pessoas que se divertiram, estão dormindo e você, acordado e uma sensação de vazio, até incapacidade. Não será possível manter, por muito tempo, por mais tempo esse desencontro, que não é um desencontro de gerações, temos certeza, não é. É um desencontro de mentalidade, de pensamentos, de posições para com a própria vida. Quem está certo? Não sabemos.

O que será feito amanhã, depois,  não sabemos, talvez nada, o que é mais provável. Mas o nada pode ser tudo. Como o tudo pode ser nada. Uma certeza existirá, continuar só, vazio de esperanças...só restará a solidão. A solidão sentida... sofrida...

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