WANDERLEY FARIAS
O governador chegou em casa cedo, e não saiu mais, nem poderia. Com
duas televisões ligadas e recebendo informações do alto comando da
Polícia, sabia muito pouco. As televisões quase não davam cobertura, a
partir da manhã de ontem, quinta-feira bem cedo, é que as televisões se
reabilitaram profissionalmente e ficaram motivadas também pela reunião,
que começou bem cedo no Guanabara. Com a participação da segurança, com a
inexplicável ausência do vice Pezão.
Na verdade, o mais preocupado, desde a véspera, era naturalmente o
governador. Pela primeira vez Sergio Cabral “pedia providências, com
urgência”. Os que mais falaram: o secretário de Segurança, Beltrame, e a
chefe de Polícia, Marta Rocha.
O comandante da Polícia Militar, o mais questionado, indireta mas
visivelmente, falou pouco. Se examinarmos em profundidade, a conclusão
será unânime: ninguém sabia de coisa alguma.
Houve críticas ao governo federal, que segundo alguns, “só está
interessado e preocupado com a visita do Papa, parecem não entender que o
Papa passará a maior parte do tempo no Estado do Rio”. Coloquem isso
como dito pelos mais altos responsáveis pela segurança do Estado do Rio,
e constatarão que a situação tem tudo para ficar mais grave a cada dia,
a cada hora, a cada momento.
Os dirigentes estão sabendo do risco que podem passar. A visita do Papa e a permanência numa cidade como o Rio de Janeiro, o aparente sumiço do Lula, a inflação, a incapacidade da Dilma, os vândalos que surgem nas horas mais incertas, sem respeito as tradições do país.
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